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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

É correto o cristão lançar sortes?


Você já leu na Bíblia sobre o “lançar sortes”? No Antigo Testamento a expressão era usada com o significado de “divisão” e jamais como o sentido de “azar”. Em Número 26:55, por exemplo, percebemos o termo está relacionado à divisão da terra para as tribos de Israel.
Deus não se utilizava do acaso para comunicar Sua vontade. Em Atos 1:26 percebemos os apóstolos lançando sortes na escolha de Matias como substituto de Judas entre os 12 apóstolos (v.v. 24, 25). Portanto, lançar sortes era também uma maneira que Deus utilizava para transmitir a vontade dEle a pessoas que não tinham à disposição todos os meios comunicativos que temos.
Provérbios 16:33 deixa claro que era Deus quem decidia as coisas quando se lançavam sortes: “A sorte se lança no regaço, mas do SENHOR procede toda decisão.” Repito: Deus não comunicava sua vontade por meio do acaso.

Sobre o uso desse costume antigo em nossos dias, assim se posiciona o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia:

“O método usado [em Josué 7:14] foi o sorteio, freqüentemente mencionado na Bíblia. No entanto, deve ter prudência no emprego deste meio de conhecer a vontade de Deus. Este caminho é seguro só quando Deus, mediante a inspiração, indica que é o método que deseja se empregue. Se Deus não participa do procedimento, nada mais é do que recorrer a esmo como o seria atirar uma moeda ou sacar uma carta. Pode ocorrer que em tempos de crises Deus responda em voz audível ou mediante sinais diretos (ver Juízes 6: 34-40). Mas esses não são os meios usuais que emprega para comunicar sua vontade. Deus deu inteligência aos homens, e espera que desenvolvam a faculdade de tomar suas próprias decisões.”

Hoje Deus não se utiliza dessa forma de comunicação por que temos a plena revelação dEle na Pessoa de Jesus (Jo 14:9; Hb 1:1-3) e parte da revelação na Bíblia (Sl 119; Jo 5:39, 40).
Você tem conhecimento suficiente sobre o Espírito Santo de modo que pode ser guiado diretamente por Ele através da Sua voz, que pode ser ouvida pela consciência.
“Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele.” (Is 30:21)

“Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” (Jo 14:26)

Aproveite!

Fonte: EmDefesaDoEspiritoSanto

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Os dez maiores mitos sobre homossexualidade


O que dizem as pesquisas científicas quando o assunto é homossexualidade? Tendo em vista alguns dados da realidade norte-americana (embora os mitos possam atravessar fronteiras), o blog Tough Questions Answered (Bill Pratt) apresenta aqui o resumo de um panfleto, escrito pelo Family Research Council, intitulado “Os Dez Maiores Mitos sobre Homossexualidade”. O panfleto é bem escrito e parece ser bem fundamentado, com abundantes citações de artigos científicos. Abaixo estão os dez mitos abordados no texto:

Mito 1: As pessoas nascem homossexuais.

Fato: A pesquisa não mostra que alguém “nasce gay”, mas sugere, em vez disso, que a homossexualidade é o resultado de uma combinação complexa de fatores de desenvolvimento.

Mito 2: A orientação sexual não pode mudar.

Fato: Milhares de homens e mulheres têm testemunhado ter experimentado uma mudança na sua orientação sexual de homossexual para heterossexual. Pesquisas confirmam que tal mudança ocorre às vezes de forma espontânea, e às vezes como resultado de intervenções terapêuticas.

Mito 3: Os esforços para mudar a orientação sexual de alguém de homossexual para heterossexual são prejudiciais e antiéticos.

Fato: Não há evidências científicas de que os esforços de mudança criam mais danos do que o próprio estilo de vida homossexual em si. A verdadeira violação da ética ocorre quando é negada aos clientes a oportunidade de definir suas próprias metas para a terapia.

Mito 4: Dez por cento da população norte-americana é gay.

Fato: Menos de três por cento dos adultos norte-americanos se identificam como homossexuais ou bissexuais.

Mito 5: Homossexuais não experimentam um nível mais alto de distúrbios psicológicos que os heterossexuais.

Fato: Homossexuais experimentam consideravelmente níveis mais elevados de doença mental e abuso de substâncias do que os heterossexuais. Uma revisão detalhada da pesquisa mostrou que “nenhum outro grupo de tamanho comparável na sociedade experimenta patologias desse tipo em nível tão elevado e generalizado”.

Mito 6: A conduta homossexual não é prejudicial à saúde física.

Fato: Tanto por causa de padrões de comportamento de alto risco, como promiscuidade sexual, quanto por causa do dano ao corpo advindo de determinadas práticas sexuais, os homossexuais estão em maior risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis e outras formas de doenças e lesões do que os heterossexuais.

Mito 7: As crianças criadas por homossexuais não são diferentes das crianças criadas por heterossexuais nem sofrem danos.

Fato: Um enorme conjunto de programas de investigação em ciências sociais mostra que as crianças se desenvolvem melhor quando criadas pelos próprios pais biológicos que estão comprometidos um com o outro em um casamento duradouro. Pesquisas específicas sobre crianças de homossexuais têm grandes problemas metodológicos, mas mostram diferenças específicas.

Mito 8: Os homossexuais não são mais propensos a abusar de crianças do que os heterossexuais.

Fato: A porcentagem de casos de abuso sexual infantil em que homens molestam meninos é muitas vezes maior que a porcentagem de homens adultos que são homossexuais, e a maioria dos que se envolvem nesse tipo de abuso se identificam como homossexuais ou bissexuais. [Nota explicativa do próprio folheto: Isso não significa que todos os homossexuais sejam molestadores de crianças. Ninguém jamais afirmou isso. Nem sequer significa que a maioria dos homossexuais o seja - não há nenhuma evidência para apoiar isso. Mas há evidências de que a taxa relativa de abuso sexual infantil entre os homossexuais é muito maior do que entre heterossexuais.]

Mito 9: Homossexuais são seriamente desfavorecidos em razão de discriminação.

Fato: As pesquisas mostram que os homossexuais, na realidade, têm níveis significativamente mais altos de escolaridade do que o público em geral, enquanto as conclusões sobre os rendimentos dos que fazem parte desse grupo são, na pior das hipóteses, muito variadas.

Mito 10: As relações homossexuais são apenas as mesmas que a dos heterossexuais, exceto quanto ao gênero dos parceiros.

Fato: Os homossexuais são menos propensos que os heterossexuais a entrar em um relacionamento sério, a ser sexualmente fiéis a um parceiro, mesmo que tenham um, e a ficar comprometidos por toda a vida. Eles também apresentam taxas mais elevadas de violência doméstica do que os casais heterossexuais casados.

Leia o artigo inteiro para obter os detalhes por trás dessas afirmações, que são apoiadas por citações das pesquisas. O resumo é este: a ciência mostra que o estilo de vida gay é, em geral, destrutivo aos que vivem nele e não devemos, como sociedade, promovê-lo.

Isso significa que cada pessoa gay vivencia os problemas citados na pesquisa? Obviamente que não. Estamos lidando com estatísticas e probabilidades, por isso há pessoas absolutamente gays que são exceções às conclusões da pesquisa. No entanto, o movimento de união gay pede um apoio estatal ao seu estilo de vida, e a única maneira de abordar essa questão é olhar em termos estatísticos a realidade daqueles que praticam esse estilo de vida.

Fonte: Criacionismo, Ler para Crer.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Pe. Fábio de Melo fala sobre o Sábado e a Lei

"Pedro era mesmo um 'papa'?"



A alegação que os católicos romanos fazem de que o apóstolo Pedro foi o principal líder dos apóstolos - o primeiro papa - tem fundamento nas Escrituras?


Há um pensamento geral entre os católicos de que Pedro foi o apóstolo que recebeu de Jesus a tarefa primordial de liderar os seus companheiros e fundar a Igreja.

Este artigo foi elaborado exatamente no período das festividades conhecidas por “juninas” em 2008, dentre as quais há um dia dedicado a Pedro. Em entrevista a uma emissora de televisão da Paraíba, uma senhora católica afirmou sua fé e respeito por “São” Pedro, citando exatamente a passagem na qual ela acredita que Jesus comissionou o apóstolo a fundar a Igreja Católica. Outra entrevistada concluiu a referência ao texto bíblico, dizendo que Pedro é a “pedra” sobre a qual Jesus edificou Sua Igreja.


As senhoras supra-citadas estavam fazendo referência à passagem do capítulo 16 do evangelho de Mateus, no verso 18, que diz: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mas era mesmo isso que Jesus queria dizer? Podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, que Jesus colocou em Pedro a liderança total sobre os demais apóstolos? A “pedra” a que Jesus Se referiu pode, realmente, ser entendida como sendo Pedro?


O presente estudo faz uma análise não exaustiva da passagem em questão, complementando com a pesquisa de outras referências bíblicas no Novo Testamento (ou NT), tentando chegar a uma conclusão para as questões inicialmente propostas sobre o papel real de Pedro na liderança da Igreja Cristã do tempo dos apóstolos.


Evangelho de Mateus: Escrito em Aramaico ou em Grego?


Um dos pilares do ensinamento católico sobre o papel de Pedro na fundação da Igreja está no fato de Roma utilizar-se da língua aramaica para a passagem de Mt 16:18, na qual as palavras “Pedro” e “pedra” são grafadas da mesma maneira: “kepha”. Dessa forma, a Igreja Católica fundamenta-se dizendo que Jesus fez de Pedro a “pedra” sobre a qual o Senhor edificou a Igreja.


Há algumas referências ao texto hebraico de Mateus, ocorridas entre os chamados “Pais da Igreja”, que parece abonar o argumento católico. Dentre tais referências, uma relevante é aquela atribuída a Papias, considerado um dos discípulos diretos do apóstolo João. Eusébio de Cesaréia, historiador cristão dos primeiros séculos, falecido por volta do ano 340 d.C., cita o seguinte:

“Referente a Mateus, [Papias] diz o seguinte: ‘Mateus ordenou as sentenças em língua hebraica, mas cada um as traduzia como melhor podia’”. Baseado em referências patrísticas como esta é que a Igreja Católica fundamenta um dos seus principais argumentos acerca da interpretação de Mt 16:18 como Pedro sendo a pedra de edificação da Igreja, uma vez que, como citado anteriormente, no texto hebraico (aramaico) não há distinção entre “Pedro” (kepha) e “pedra” (kepha).


Porém os estudiosos não são unânimes em acreditar que Mateus escreveu realmente seu evangelho em aramaico (hebraico). Dentre os argumentos utilizados, podemos citar os seguintes:


1. As várias citações que Mateus faz do Antigo Testamento não refletem uma única forma textual, ou seja, não são a própria versão de Mateus em aramaico tirada da Bíblia normalmente aceita pela Igreja Primitiva, que era a Septuaginta (LXX).


2. O texto grego de Mateus não soa como uma tradução, pois apresenta muitas expressões que demonstram um profundo conhecimento do pensamento judaico, que os estudiosos chamam de “semitismos”.


O que tem sido aceito dentre importantes teólogos da atualidade é que Papias estava, na verdade, declarando que o “estilo” ou a “forma” literária utilizada por Mateus é que eram hebraicos, mas não a “escrita” em si. O Dr. David Alan Black, por exemplo, cita a pesquisa de J. Kürzinger na qual a expressão utilizada por Papias (traduzida por: “em língua hebraica”), foi hebraidi dialektō, que pode significar tanto “em língua hebraica” quanto “em estilo hebraico”, dependendo do contexto. Segundo a pesquisa acima mencionada,
no contexto em questão, [Papias] estava explicando alguns problemas quanto ao estilo e/ou conteúdo de Marcos, pois esse relato não possuía nem o estilo judaico de Mateus nem o estilo literário normal de uma biografia grega como o relato de Lucas.

Esse erro de interpretação da citação de Papias, cometido inclusive por Orígenes, acabou sendo perpetuado por escritores posteriores, levando ao pensamento atual entre alguns teólogos de que o evangelho de Mateus foi escrito em hebraico, o que parece estar mesmo descartado.


Breve Exegese do Texto Grego de Mt 16:18


Adotando-se a evidência de que Mateus escreveu seu evangelho em grego, assim como os demais escritores do NT, podemos realizar uma exegese não exaustiva das palavras gregas utilizadas por Mateus para “Pedro” (petros) e “pedra” (petra), para verificarmos que Jesus não colocou sobre Pedro a fundação da Igreja.


O texto em português foi traduzido assim: “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”


A respeitada tradução espanhola, Reina Valera, verte o texto da seguinte forma: “Mas yo también te digo que tú eres Pedro; y sobre esta roca edificaré mi iglesia, y las puertas del Hades no prevalecerán contra ella.”


E no grego, o texto fica assim:


“kavgw. de, soi le,gw o[ti su. ei= Pe,troj( kai. evpi. tau,th| th/| pe,tra| oivkodomh,sw mou th.n evkklhsi,an kai. pu,lai a[|dou ouv katiscu,sousin auvth/j” (grifos acrescentados).

A palavra grega “petros”, ocorrer 100 vezes no Novo Testamento, como original para o nome de Pedro (cf. 1Pe 1:1; 2Pe 1:1). Já “petra” ocorre apenas 4 vezes, sendo duas delas relacionadas diretamente a Jesus como sendo a Pedra (cf. 1Co 10:4; 1Pe 2:7-8).


Há um pensamento comum, porém não irrefutável, de que “petros” é uma referência a um “pedregulho”, uma pedra de menor importância; enquanto que “petra” é uma “rocha”, uma pedra de maior durabilidade.


Partindo deste ponto de vista, na verdade Jesus quis dizer que Pedro era uma pedra menor, enquanto Ele, Cristo, é a verdadeira pedra (ou rocha) sobre a qual a Igreja seria edificada.


Pedro Era Mesmo o “Chefe” dos Apóstolos?


Além do estudo das palavras gregas empregadas por Jesus, algumas evidências internas nos revelam que, caso Jesus tenha realmente colocado sobre Pedro a primazia entre os demais apóstolos e líderes da Igreja, esta não foi a interpretação que eles mesmos deram às palavras de Cristo. Vejamos algumas dessas evidências encontradas dentro do próprio texto bíblico:


1. Os discípulos permaneceram com insinuações de quem seria considerado como o “maior” entre eles (cf. Mc 9:33-35). Isso certamente não aconteceria, caso Jesus tivesse colocado sobre Pedro a supremacia pastoral.


2. Vemos em Mt 20:20-28 (claramente posterior à conversa do capítulo 16) que a mãe de Tiago e João fez um curioso pedido a Jesus: para que seus filhos fossem o n° 1 e o n° 2 no governo do reino de Cristo. Demonstrando claro descontentamento com tal pensamento, Jesus novamente expressa Seu desejo de que não haja este tipo de sentimento, onde um se considere superior aos demais. O conceito católico de “primo entre pares” parece encontrar aqui uma clara reprovação de Cristo.


3. No Concílio de Jerusalém (At 15:1-29), por exemplo, também não há evidências de que Pedro tenha presidido tal reunião de líderes da Igreja, o que seria lógico, caso fosse ele realmente o líder maior, como advogam os católicos. Vemos que Pedro teve um papel importante (v. 7), assim como também tiveram Barnabé e Paulo (v. 12), e Tiago (v. 13), que parece ter dado a palavra final sobre o debate teológico em questão. O próprio Pedro já havia mencionado o nome de Tiago com certo destaque no governo da Igreja (cf. At 12:17).


4. Paulo declara que não só Pedro, mas também Tiago e João, eram considerados “colunas” da Igreja (cf. Gl 2:9), o que mostra que a responsabilidade de liderança era dividida igualmente. E mesmo nessa citação, Paulo não menciona Pedro em primeiro lugar, o que poderia ter ocorrido caso houvesse alguma ordem de autoridade entre essas “colunas”.


5. Na mesma epístola aos Gálatas, Paulo cita um curioso evento no qual ele repreendeu Pedro na presença de todos os demais discípulos (cf. Gl 2:11-16). Como poderia o apóstolo Paulo, que nem mesmo fora um dos 12, ousar repreender teologicamente o “papa” da Igreja? Essa é mais uma fortíssima evidência de que Pedro não era considerado o maioral dos apóstolos, muito menos possuía a infalibilidade (ex-catedra), arrogada pelo bispo de Roma da atualidade. Paulo também condena aqueles que queriam colocar Pedro, ou qualquer outro, em posição de destaque (cf. 1Co 1:10-12).


6. O próprio Pedro se considerava um presbítero companheiro e igual aos demais (cf. 1Pe 5:1), o que mostra que ele não possuía tal pensamento de considerar-se melhor ou superior aos outros líderes. Aliás, há uma referência bíblica que demonstra claramente que não havia apenas um bispo em cada cidade, como quer a teologia católica, mas algumas delas poderiam ter vários, conforme, talvez, o tamanho de sua população convertida, como era o caso de Filipos (cf. Fp 1:1).


7. Interessante notar, ainda, que Pedro não é mencionado na carta de Paulo aos romanos, escrita por volta do ano 58 d.C. Isto pode ser uma forte evidência de que Pedro era, na verdade, um pregador itinerante (cf. 1Pe 1:1), e não o “bispo de Roma” como querem os católicos. Inclusive, Eusébio (citado acima) menciona que o primeiro “bispo” de Roma foi Lino (cf. 2Tm 4:21), logo após o martírio de Paulo e Pedro, considerados pelo historiador como os fundadores do evangelho em Roma.


Uma Igreja Monárquica


Vemos que há um grande esforço na teologia católica em colocar sobre Pedro o fundamento humano da Igreja Cristã, sendo que, a partir dele, tal autoridade foi sendo transmitida ao longo dos séculos, de bispo para bispo, mantendo-se uma estrutura hierárquica forte, onde no topo da “pirâmide” de poder está o papa, líder supremo da cristandade, para os católicos.


Esta estrutura hierárquica robusta e consistente, que tem se mantido ao longo de quase 2 milênios, parece não ter surgido realmente na declaração de Cristo a Pedro, como pregam os católicos, mas em uma ambição meramente humana, nascida na mente de um imperador romano, pretensamente convertido à fé cristã. O professor católico Luis Aznar, faz um interessante comentário em uma edição do livro História Eclesiástica, de Eusébio:


Culminava então (313 AD) a carreira política do imperador Constantino para a monarquia universal e absoluta. A audaz empresa exigia uma mudança substancial na concepção forjada por Augusto e retocada por Adriano e Deocleciano... Constantino compreendeu que necessitava do apoio das tenazes comunidades cristãs para edificar o novo império. Assim, desde que foi proclamado imperador pelo exército, em 306, tomou sob sua proteção os cristãos e ingressou entre os que podiam escutar a leitura dos evangelhos nos templos. Porém seu pensamento era político e não religioso. Queria organizar as comunidades episcopais autônomas em uma igreja universal.


Vê-se que o objetivo por trás da instituição da hierarquia da Igreja Católica, encabeçada pelo papa, era mais uma estratégia política de dominação (que realmente deu certo!), do que o cumprimento de uma orientação divina.


Resumo e Conclusão


Não há evidências conclusivas sobre a composição em aramaico do evangelho de Mateus. A hipótese da escrita nesta língua é defendida por alguns teólogos católicos, por facilitar o argumento de que Jesus colocou sobre Pedro a autoridade de fundamentar a Sua Igreja, conforme o texto de Mt 16:18.


Porém, há fortes evidências de que o texto foi mesmo escrito em grego, no qual o “jogo” das palavras petros e petra pode indicar que Jesus colocou sobre Si mesmo, a pedra angular (cf. At 4:11; 1Pe 2:7), a autoridade única de fundamento da Igreja Cristã.


Há também, dentro do próprio texto do Novo Testamento, fortes indicações de que Pedro não exerceu a função de líder maior da Igreja, como pôde ser visto no Concílio de Jerusalém, no debate com Paulo acerca dos ritos judaicos para os gentios conversos, da não-citação de Pedro na epístolas aos romanos, entre outros pontos que foram aqui analisados.


Podemos concluir, então, que Pedro era um importante apóstolo de Cristo, com papel de destaque em diversos acontecimentos ocorridos nas primeiras décadas da Igreja. Entretanto, ele não assumiu o papel de um “papa”, nos moldes que a Igreja Católica defende, nos quais Pedro teria iniciado uma “linhagem” papal, que foi transmitida ao longo dos séculos a cada “bispo de Roma”, chegando até o atual papa Bento XVI. Pedro assumiu um papel relevante, sim, mas sem exercer supremacia sobre os demais apóstolos, bispos ou presbíteros da Igreja Primitiva.


A verdadeira Pedra sobre a qual Cristo edificaria Sua Igreja foi, sem sombra de dúvidas, Ele mesmo (cf. At 4:11).

Para pegar uma cópia do artigo original, com as fontes bibliográficas, clique aqui.

quinta-feira, 10 de março de 2011

“Por que oro a Deus e sinto que nada acontece?”


Muito interessante essa questão apresentada por um Internauta. O sentimento de que “nada acontece” quando oramos pode ter pelo menos duas origens:

1) Na nossa maneira errada de pedir: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” Tiago 4:3. Podemos estar orando por motivos egoístas ou esquecemos Jesus (é bom finalizar a oração em nome de Jesus – João 14:12-14).

2) Nos nossos sentimentos corrompidos pelo pecado. A Bíblia diz que o nosso coração é “enganoso e desesperadamente corrupto” (Jeremias 17:9). Portanto, mesmo que o Espírito Santo use nossa consciência para nos comunicar a vontade de Deus (Isaías 30:21), não podemos confiar “cegamente” naquilo que pensamos ou sentimos (Jeremias 17:5).

Nesse caso, você e eu precisamos fazer duas coisas:

a) Confiar mais em Deus – que afirma ouvir e atender (no tempo certo) nossas orações (ver Mateus 7:7-11) – do que em nossos sentimentos. É bom confrontar os pensamentos negativos com 1 João 3:19, 20 e decidirmos crer mais na Revelação Escrita do que em nós mesmos!

b) Persistir na oração. Em Romanos 12:12 Deus recomenda que sejamos perseverantes e Jesus Cristo – a Segunda Pessoa da Divindade – até contou uma parábola sobre a importância de orarmos sem desanimarmos:

“Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário. Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me. Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” Lucas 18:1-8 (Grifo acrescentado).

Por isso, se sinta à vontade para continuar em suas orações.
Fale com Deus a respeito dessas dicas e verá o quanto Ele está interessado em cada palavra que você diz ou pensa.

Fonte: Na Mira da Verdade

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Quando começou a graça?


Um dia desses, um famoso pregador pentecostal da atualidade, que mantém um programa diário em horário nobre na TV, disse que a graça só começou a existir depois de Jesus. Segundo ele, antes de Jesus não havia graça no mundo. Para confirmar sua declaração, o aclamado missionário citou o seguinte verso do Evangelho de João:

"Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo" (1:17).

Mas... há algum fundo de verdade nisso?

Primeiramente, precisamos definir o que é a graça divina.

Uma passagem bíblica chave para entendermos o que significa a graça é a seguinte:

"pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus" (Rom. 3:23-24).

Vemos que, para Paulo, a graça era a resposta de Deus ao problema do pecado, ou seja, para o pecador arrependido, o Senhor concede um "perdão" especial, uma "absolvição" legal da condenação do pecado. Para o filho de Deus que foi revestido pela "graça" não há mais penalidade dos pecados passados, pois o Senhor Jesus pagou o preço por todos eles ao derramar Seu sangue, inocente, no Calvário. Paulo ainda acrescenta que esta "graça" divina para o pecador é concedida gratuitamente, ou seja, NADA do que o homem faça ou deixe de fazer pode "comprar" este dom precioso de Deus em seu benefício.

No site Bibliaonline, mantido por Adventistas, encontramos também a seguinte definição para a graça:

"No N.T. é aquele favor que o homem não merece, mas que Deus livremente lhe concede - algumas vezes é posta em contraste com a lei (Rm 6.14) - e também exprime a corrente de misericórdia divina, pela qual o homem é chamado, é salvo, é justificado, e habilitado para viver bem e achar isso suficiente para ele (Gál. 1.15 - Efés. 2.8 - Rom. 3.24 - 1Cor. 15.10 - 2Cor. 12.9)".

Esclarecido, então, o que seja a graça, vejamos se há referências a ela no AT.

A Graça no Antigo Testamento

A passagem bíblica considerada por muitos como o primeiro "pacto" de salvação entre Deus e o homem é Gên. 3:15, quando o Senhor promete que, no futuro, o inimigo seria derrotado por um "descendente" da mulher. Isso nos mostra que desde o Éden já foi incutida no homem pecador a esperança de salvação para as consequências terríveis que o pecado traria sobre todos.

Poderíamos também citar diversos exemplos de pessoas que foram "agraciadas" (rsrs) com o perdão divino, começando pelo próprio casal edênico e passando por personagens muito conhecidos, como por exemplo Abraão, Jacó, Moisés, Raabe, Sansão, etc.

Mas, e a expressão "graça"? Encontramos ela no AT, com o mesmo sentido com que é tratada no NT? Na minha opinião, alguns dos mais significativos estão nos Salmos:

"Volta-Te, SENHOR, e livra a minha alma; salva-me por Tua graça" (6:4).

"No tocante a mim, confio na Tua graça; regozije-se o meu coração na Tua salvação" (13:5).

"Não ocultei no coração a Tua justiça; proclamei a Tua fidelidade e a Tua salvação; não escondi da grande congregação a Tua graça e a Tua verdade. Não retenhas de mim, SENHOR, as Tuas misericórdias; guardem-me sempre a Tua graça e a Tua verdade" (40:10-11). É curioso como, aqui, o salmista usa o mesmo vocabulário usado por João no texto citado pelo pregador da TV...

"e a Ti, Senhor, pertence a graça, pois a cada um retribuis segundo as suas obras" (62:12).

"Porque a Tua graça é melhor do que a vida; os meus lábios Te louvam" (63:3).

"Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a Sua graça" (66:20). Este é o meu verso favorito de toda a Bíblia.

"Quanto a mim, porém, SENHOR, faço a Ti, em tempo favorável, a minha oração. Responde-me, ó Deus, pela riqueza da Tua graça; pela Tua fidelidade em socorrer" (69:13).

"Responde-me, SENHOR, pois compassiva é a Tua graça; volta-Te para mim segundo a riqueza das Tuas misericórdias" (69:16).

"Porque o SENHOR Deus é sol e escudo; o SENHOR dá graça e glória; nenhum bem sonega aos que andam retamente" (84:11).

"Justiça e direito são o fundamento do teu Trono; graça e verdade Te precedem" (89:14).

"Ele é quem perdoa todas as tuas iniqüidades; quem sara todas as tuas enfermidades; quem da cova redime a tua vida e te coroa de graça e misericórdia" (103:3-4).

E tantos outros...

Pelo visto, alguém que não concordaria com o prezado pregador que mencionei acima era Davi. Afinal, ele foi um dos muitos personagens do AT que sabiam por experiência própria que a graça do Senhor já se manifestava naqueles dias.

Portanto, neste início de semana, quando estudaremos mais detidamente sobre o importante tema da graça em nossas vidas, é importante saber que ela não se iniciou com o ministério terrestre de Jesus, pois a graça, a misericórdia, o perdão... SEMPRE EXISTIRAM, desde quando o pecado passou a ser uma realidade na vida dos filhos de Deus.

O que Jesus veio fazer foi dar uma revelação mais ampla, mais abrangente sobre este precioso dom divino. Conforme o Comentário Adventista de João 1:17, "João não tem o propósito de insinuar que era mau o sistema revelado por meio de Moisés, em comparação com o que agora era revelado por meio de Cristo, a não ser que, embora era bom o sistema de Moisés, o de Cristo é melhor (ver Heb. 7:22; 8:6; 9:23; 10:34). (...) Ao afirmar que a 'verdade' vem por meio de Cristo, João O identifica como a realidade que era assinalada por todos os símbolos e cerimônias do AT, que não eram mais que uma sombra dos bens vindouros. Em Cristo o símbolo acha seu cumprimento na realidade (Colos. 2:16-17). Em nenhum sentido João indicou que o sistema do AT era falso ou errôneo".

Louvado seja Deus, porque não nos deixa nas trevas em nenhum tema importante para nossa salvação!

"Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração, nem aparta de mim a sua graça" (Salmo 66:20).

Oh glória!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

COMER ANIMAIS IMPUROS É PECADO?




Muitas pessoas acreditam que todos os animais são limpos, e que Deus purificou todos os animais para o consumo humano, com base principalmente em Atos 10:13, I Timóteo 4:4 e I Coríntios 10:25.

Vamos analisar essas passagens para sabermos se estão em conformidade com a PALAVRA de Deus.

Primeira coisa que devemos fazer é analisar para quem o Apóstolo Paulo estava se referindo quando disse:
(I Corintios 10:25) - Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem
perguntar nada, por causa da consciência.

O que é comida para um Hebreu?
Para entender temos que interpretar dentro do contexto e da cultura Israelita.

Na cultura Israelita era pecado comer animal impuro, ou seja, não deveria ser vendido no açougue. (levítico 1:11 – 47)
Só com essa analise, cai por terra a teoria que muitos dizem que Paulo liberou os alimentos impuros.
1) Paulo era Judeu e nunca iria contra a lei de Deus (nenhum pecado cometi contra a lei dos judeus) Atos 25:8.
2) Paulo diz em Atos 24:14 (assim eu sirvo a Deus de nossos pais, acreditando em TODAS as coisas que estejam de acordo com a lei e nos escritos dos profetas.)
3) (Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus) Romanos 7:22.

Então como entender o que Paulo disse em (I Corintios 10:25) - Comei de tudo quanto se vende no açougue, sem perguntar nada, por causa da consciência.

No verso 28 fica bem claro para entender qual era a preocupação do Apostolo Paulo:

Porem se alguém vos disser: Isto é coisa sacrificada a ídolo, não comas, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência;

A verdade é que Paulo, ao afirmar – “comei de tudo quanto se vende no açougue” – tinha absoluta certeza que a carne ali vendida era limpa, embora possivelmente oferecida aos ídolos, fato que para o apóstolo não tinha relevância, pois seu conceito era de, o ídolo, nada ser (I Coríntios 10:19), como de fato, nada é.

Entretanto, é inegável que o escrúpulo por animais sacrificados não foi perdido quando o cristianismo foi introduzido aos gentios. Por conseguinte, havia irmãos que não tinham uma fé sedimentada, e tais cristãos se escandalizavam quando outros comiam aquela carne. Por isso frisou Paulo com clareza meridiana: “por causa da consciência”. Que consciência? Lógico, a consciência do irmão mais fraco na fé. Assim, todos os cristãos poderiam comprar qualquer carne no açougue, porque ali só era vendida carne limpa, desde que, esta atitude, não ofendesse a consciência de um irmão de débil fé, que é nosso dever respeitar e conservar. A liberdade espiritual de um cristão esclarecido não pode tornar-se pedra de tropeço para os que são fracos na fé. (1 Coríntios 8:9)

1 timóteo 4:4 (Pois tudo que Deus criou é bom, e , recebido com ações de graças, nada é recusável, porque pela palavra de Deus e pela oração, é santificado).

O animal não será santificado só pela oração.Se analisarmos com atenção veremos que não diz só pela oração e sim também pela PALAVRA.
Ou seja, a palavra de Deus tem que permitir certos animais e se ela permiti ai sim podemos fazer a segunda que é orar.

Atos 10:13-14 (E foi-lhe dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e
come. Mas Pedro disse: De modo nenhum, Senhor, por que
nunca comi coisa alguma comum e imunda.

Note que no verso 17 Pedro estava perplexo do que seria o verdadeiro
significado da visão, pois toda visão precisa da sua interpretação.

No verso 28 fica bem claro o que significava essa visão:
Vós bem sabeis que é proibido a um judeu ajuntar-se ou mesmo aproxima-se a alguém de outra raça; mas Deus me demonstrou que a nenhum homem considerasse comum ou imundo.

Onde Deus mostrou a Pedro que não devemos chamar qualquer
pessoa de comum ou imunda?
na visão, pois a visão não estava falando de leis de saúde e sim de povos.
Pedro sabia muito bem que Cristo não iria quebrar a sua própria lei, sendo que em Isaias, DEUS DIZ QUE VAI CONSUMIR A TODOS QUE SÃO IMPUROS..

Isaías 66:16) - Porque com fogo e com a sua espada entrará o SENHOR
em juízo com toda a carne; e os mortos do SENHOR serão multiplicados.
(Isaías 66:17) - Os que se santificam, e se purificam, nos jardins de
idolatria uns após outros; os que comem carne de porco, e a
abominação, e o rato, juntamente serão consumidos, diz o SENHOR.

DEUS ainda não veio julgar toda a carne (HUMANIDADE) e quando Ele
vier Vai destruir todos os que comem os animais IMPUROS.

Aqui fica uma ALERTA:
Saia das Igrejas que ensinam que podemos comer animais impuros, pois poderemos sofrer punição para a morte eterna.

Os homossexuais serão salvos?

Veja que situação complicada dessa jovem que nos escreveu:

“Sou recém-convertida e estou amando um rapaz que segue a Deus na minha religião. Ele aceitou a Jesus tem pouco tempo. Infelizmente, ele me confessou que não pode ter um relacionamento comigo porque ainda tem desejos homossexuais. Acredito que ele poderá ser um vencedor, mas, não me quer do mesmo jeito. O que faço?”
Resposta (adaptada, para não identificá-la):

“Mas ele respondeu: Os impossíveis dos homens são possíveis para Deus.” Lucas 18:27.

Li com carinho sua carta e tive uma mistura de sentimentos: alegria por seu batismo e pena de você e desse rapaz, que luta contra os desejos homossexuais. Realmente, Deus pode libertar alguém do “vício” do homossexualismo. Não tenho dúvidas disso. Porém, tenho visto que para alguns esse processo de mudança é bem mais complexo. Creio que Deus permite que isso seja assim (isto é apenas um dos motivos, claro) para que a pessoa exercite o seu poder de escolha e cresça. Para isso, aquele (a) que tem tendências homossexuais terá que entregar o desejo sexual a Jesus e decidir ser puro (a) TODOS OS DIAS.

Durante os anos em que trabalho aqui, aconselhei por carta, e-mail e telefone aproximadamente 500 homossexuais. Classifico-os em pelo menos 3 grupos:

1) Aqueles que vencem a prática homossexual e inclusive os desejos (minoria);
2) Aqueles que vencem a prática homossexual, mas continuam com os desejos (grande maioria. Alguns ficam com o desejo por anos; outros, pela vida toda);
3) Aqueles que foram derrotados porque desistiram.

Seu amigo precisa entender que o jeito é continuar lutando e não fechar o coração para o amor de uma mulher. É claro que isso não será a solução para os problemas dele, mas, ajudará muito a direcionar a mente para o sexo oposto, a reeducar-se a fim de apreciar, na medida de suas possibilidades, o amor feminino.

Há uma diferença entre ser homossexual e ter as tendências homossexuais. Em minha opinião, a pessoa que não pratica o ato não é homossexual mesmo que sinta desejos. Tem as tendências (é um pecador), mas, não tem relações íntimas com aqueles (as) do mesmo sexo (não é um “pecadeiro”). Seu amigo precisa crer que, se Jesus voltar hoje e ele estiver lutando contra as tendências SEM SER UM HOMOSSEXUAL, (que pratica o ato), a graça do Senhor irá cobrir o que faltar nele!

Filipenses 1:6 se cumprirá na vida daqueles que não são “pecadeiros” e que seguram na mão de Deus durante a sua caminhada neste mundo: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.”

Crendo nisto, ele poderá virar a página. Continuar se relacionando com Jesus e cortando os pensamentos homossexuais, 50, 70, 100 vezes no dia, se for preciso. Ele não pode evitar que o pensamento homossexual venha à mente dele, mas, pode impedir que permaneça.

Pode também cortar relações com rapazes homossexuais que despertem os desejos nele. É uma questão de escolha: “… Até quando hospedarás contigo os teus maus pensamentos?” Jeremias 4:14.

Conheci uma pessoa (que não me autorizou a identificá-la) que abandonou o homossexualismo e que hoje, apesar dos conflitos dele, está feliz na sua igreja, com a esposa. Por isso, tenho convicção da salvação dele, mesmo que tenha os desejos homossexuais (pois não pratica o ato e luta contra eles, ao lado do Salvador!)

Você não poderá decidir pelo rapaz. Ele precisa fazer isso depois de orar a Deus e ver se será o melhor para ele, nessas circunstâncias, namorar uma moça. Somente ele e Deus poderão decidir juntos.

Enquanto isso continue orando e separe um tempo para ler alguns livros cristãos sobre relacionamento. Viva a sua vida sem pensar muito nele, pelo menos no momento. Ele está se reencontrando consigo e precisa do espaço dele.

Sempre que quiser escrever, sinta-se à vontade.
Deus lhe abençoe,

Leandro Quadros.

Fonte: Na Mira da Verdade

domingo, 19 de dezembro de 2010

O Falso Deus do Natal

Os pais, muitas vezes, mesmo sem perceber, ensinam aos filhos os seguintes itens sobre o Papai Noel:

Papai Noel é onisciente
A fábula diz: “Ele sabe que se fomos bons ou maus.”  Além disso, ele sabe exatamente o que os filhos querem para o Natal, mesmo que a criança não tenha a oportunidade de dizer a ele pessoalmente.
Papai Noel é onipotente
Nenhuma tempestade é grande demais para impedir que Papai Noel faça seu milagre anual de entrega de presentes em todo o mundo. Ele também desafia as leis da natureza, voando e descendo desde a menor (até a mais quente!) das chaminés! Também não devemos esquecer a sua incrível capacidade de produzir milhões de brindes durante todo o ano. Há alguma coisa difícil para o ele? Com Papai Noel todas as coisas são possíveis!
Papai Noel é onipresente
Visitar todos os lares do mundo em uma única noite exige nada menos que a onipresença!  Cada criança no mundo pode acordar de manhã e dizer: “Papai Noel esteve presente em minha casa!”  Antes do Natal, Papai Noel também aparece em centenas de ruas e shoppings em todo o mundo, ao mesmo tempo!
Papai Noel É FIEL
Você pode sempre contar com o Papai Noel! Papai nunca falha e nunca quebra sua palavra.  Quando o Papai Noel faz uma promessa, ele a mantém!  Quando ele promete um presente, a criança nunca vai se decepcionar. . As crianças estão totalmente convencidas de que aquilo que Papai Noel prometeu irá entregar. A criança que acredita em Papai Noel não será decepcionada!  Papai Noel é totalmente seguro e confiável!
Papai Noel É ETERNO
A sua barba branca e o rosto castigado pelo tempo é a essência da eternidade.  Os anos de passam e Papai Noel não envelhece. Gerações vêm e vão mas o Papai Noel ainda está aqui. Sua vida é infinita e Papai Noel não pode morrer.
Papai Noel é IMUTÁVEL
Ontem, hoje, para sempre Papai Noel é o mesmo! Ele nunca parece mudar. Ele está sempre feliz! Ele está sempre alegre. Ele é sempre gentil com as crianças. Em um mundo de rápidas mudanças, você sempre poderá contar com o Papai Noel!
Papai Noel É AMOR
Papai Noel ama todos os meninos e meninas no mundo. Papai Noel não faz acepção de pessoas.  Ele ama a todos – vermelhos e amarelos, pretos e brancos, todos são preciosos aos seus olhos.
Papai Noel É JUSTO
Tudo o que Papai Noel faz está certo! Ele não comete erros. Ele faz todas as coisas de forma perfeita.
Papai Noel É BOM
As Chuvas de bênçãos do Papai Noel são derramadas sobre todos. Toda boa dádiva e dom vem do Papai Noel. Ele é o doador supremo do Natal. É o Papai Noel que traz o melhor presente de todos!
Papai Noel é SOBERANO
Na véspera de Natal Papai Noel está no controle completo da situação. As circunstâncias não lhe prejudica (como tempestades, os tamanhos das chaminés, colocar fogo em brasa, etc.) Ele é o Rei do Natal!
Papai Noel está vindo
Papai Noel está chegando à cidade. É melhor você estar pronto! É melhor tomar cuidado! É melhor você ser bom! Ele está chegando! Você tem que estar preparado quando Papai Noel vier para recompensar cada menino ou menina de acordo com o seu procedimento.  Milhões de meninos e meninas a cada ano esperam ansiosos pela manifestação da glória do Deus Papai Noel. Que bendita esperança para um número incontável de crianças! Sua recompensa é com ele! É um conforto e uma esperança para os meninos e meninas a preparação para a sua vinda! E durante a noite, ele pode vir a qualquer momento. “Vem o Papai Noel!”
Papai Noel é adorado
Papai Noel é adorado e amado por milhares de crianças ao redor do mundo. As crianças o amam tanto que durante todo o ano eles procuram agradá-lo de tal forma que, quando Ele os ver, não vai ficar decepcionado. Ó vinde, adoremos!
. .
[Pais, este é o deus que você quer que seus filhos venham a conhecer e amar? É importante dizer aos nossos filhos a verdade, mesmo quando são muito jovens? O que você tem ensinado a seus filhos sobre o verdadeiro Deus, e Seu amado Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo? Você ensinou-lhes que Jesus é o Grande Doador de Natal é (João 3:16) ?  Será que eles sabem sobre o dom de Deus que é a vida eterna (Rm 6:23) ?]
Fonte: Adventismo em Foco