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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Como superar a dor e a saudade ocasionadas pela morte


Perder um familiar ou amigo muito próximo não é uma situação muito fácil de ser administrada. Porém, é preciso encarar decididamente o drama. Selecionei dez dicas, escritas pela Dra. Heloísa Helena Guedes, que podem ser úteis para você que está vivendo um momento de luto ou para alguma pessoa de seu relacionamento:

1 – Procure avaliar os sentimentos de acordo com sua dor. Conscientize-se de que a dor traz sentimentos confusos e desconcertantes. Lembre-se que nesse processo doloroso as coisas que ocorrem permitem com que mais cedo ou mais tarde você possa desligar-se da pessoa que se foi e passar a se lembrar dela com saudade e serenidade olhando a vida de frente e seguindo adiante.

2 – Em datas especiais como Natal, Ano Novo, Dia dos Pais, Dia das Mães, aniversário, etc., você deve procurar conscientizar-se da ausência da pessoa querida procurando lembrar-se dela com alegria, pensando nos bons momentos que passou ao seu lado e nunca lembrar com choro e tristeza. Recorde sempre os momentos felizes e encha sua alma de gratidão a Deus por ter lhe permitido o convívio com alguém que foi muito especial e continua sendo em seu coração.

3 – Os sintomas físicos tais como: exaustão, palpitação, fraqueza, perda de apetite, insônia, pesadelos, úlceras, etc., são normais e você deve enfrentá-los procurando reagir favoravelmente. A ajuda do médico pode ser oportuna, mas lembre-se que com o passar do tempo esses sintomas desaparecerão. Dê tempo ao tempo e tudo se normalizará.

4 – Entre as emoções mais comuns está a sensação de perda, de vazio e de solidão que traz angústia e pode levar até ao desespero. Não esqueça de canalizar todas as emoções e sentimentos que o envolvem procurando encher a mente com pensamentos otimistas, com boas recordações e com leituras agradáveis, de preferência, de fundo espiritual. Tire tempo para você mesmo e verá que a recuperação será boa e logo você estará reintegrado à vida.

5 – Se sentir vontade de chorar, tenha em mente que isso é saudável, pois, assim, a dor sufocada é colocada para fora trazendo-lhe o alívio das tensões que seriam muito mais prejudiciais se ficassem reprimidas.

6 – Procure falar e conversar com os outros. A presença dos amigos durante o processo doloroso da perda é muito importante. Você pode estar se sentindo como que abandonado ou alienado, o que é natural nessas ocasiões. Fale, expresse suas dores e angústias em palavras. Quanto mais você falar, melhor se sentirá pois estará dividindo com os outros o pesado fardo de sua dor.

7 – Deixe as decisões mais importantes para depois. Quando o período crítico passar e você estiver com sua vida normalizada, poderá ter condições de tomar decisões sábias. Não é prudente que você tome decisões importantes enquanto está vivendo as primeiras emoções e sentimentos da dor da separação. Tenha cautela e muita prudência.

8 – Diga adeus a um relacionamento que existiu e nunca mais existirá aceitando a realidade atual e procurando ajustar-se a ela, e assim terá maior possibilidade de seguir adiante e reorganizar sua vida. Lembre-se que não se trata somente de aceitar a realidade da morte, é importante que você procure desligar-se emocionalmente da pessoa que se foi para que tenha condições de continuar a vida e possa guardar apenas as boas recordações do que passou.

9 – A dor é real, e não é uma experiência simples nem fácil, por isso algumas pessoas precisam de mais ajuda do que outras. Se você sentir que é necessário, busque a ajuda de um profissional qualificado. A dor pode arruinar completamente a vida se você não tiver a ajuda e o apoio adequado para as suas necessidades. A cura de problemas emocionais pode chegar através de alguém que tenha preparo e possa oferecer toda a ajuda que você precisa na ocasião ou fase que está vivendo.

10 – Lembre-se que você tem ao seu lado o Médico dos médicos que está disposto a ajudar nos momentos difíceis. Faça uso do recurso da oração e deixe-se em Suas mãos. Nas adversidades, não ceda à tentação de abandonar a fé em Deus. Se você permanecer firme será recompensado com as bênçãos que virão depois do sofrimento. Deus é amor e não tem prazer na dor.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

É correto o cristão lançar sortes?


Você já leu na Bíblia sobre o “lançar sortes”? No Antigo Testamento a expressão era usada com o significado de “divisão” e jamais como o sentido de “azar”. Em Número 26:55, por exemplo, percebemos o termo está relacionado à divisão da terra para as tribos de Israel.
Deus não se utilizava do acaso para comunicar Sua vontade. Em Atos 1:26 percebemos os apóstolos lançando sortes na escolha de Matias como substituto de Judas entre os 12 apóstolos (v.v. 24, 25). Portanto, lançar sortes era também uma maneira que Deus utilizava para transmitir a vontade dEle a pessoas que não tinham à disposição todos os meios comunicativos que temos.
Provérbios 16:33 deixa claro que era Deus quem decidia as coisas quando se lançavam sortes: “A sorte se lança no regaço, mas do SENHOR procede toda decisão.” Repito: Deus não comunicava sua vontade por meio do acaso.

Sobre o uso desse costume antigo em nossos dias, assim se posiciona o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia:

“O método usado [em Josué 7:14] foi o sorteio, freqüentemente mencionado na Bíblia. No entanto, deve ter prudência no emprego deste meio de conhecer a vontade de Deus. Este caminho é seguro só quando Deus, mediante a inspiração, indica que é o método que deseja se empregue. Se Deus não participa do procedimento, nada mais é do que recorrer a esmo como o seria atirar uma moeda ou sacar uma carta. Pode ocorrer que em tempos de crises Deus responda em voz audível ou mediante sinais diretos (ver Juízes 6: 34-40). Mas esses não são os meios usuais que emprega para comunicar sua vontade. Deus deu inteligência aos homens, e espera que desenvolvam a faculdade de tomar suas próprias decisões.”

Hoje Deus não se utiliza dessa forma de comunicação por que temos a plena revelação dEle na Pessoa de Jesus (Jo 14:9; Hb 1:1-3) e parte da revelação na Bíblia (Sl 119; Jo 5:39, 40).
Você tem conhecimento suficiente sobre o Espírito Santo de modo que pode ser guiado diretamente por Ele através da Sua voz, que pode ser ouvida pela consciência.
“Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele.” (Is 30:21)

“Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.” (Jo 14:26)

Aproveite!

Fonte: EmDefesaDoEspiritoSanto

quinta-feira, 10 de março de 2011

“Por que oro a Deus e sinto que nada acontece?”


Muito interessante essa questão apresentada por um Internauta. O sentimento de que “nada acontece” quando oramos pode ter pelo menos duas origens:

1) Na nossa maneira errada de pedir: “pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” Tiago 4:3. Podemos estar orando por motivos egoístas ou esquecemos Jesus (é bom finalizar a oração em nome de Jesus – João 14:12-14).

2) Nos nossos sentimentos corrompidos pelo pecado. A Bíblia diz que o nosso coração é “enganoso e desesperadamente corrupto” (Jeremias 17:9). Portanto, mesmo que o Espírito Santo use nossa consciência para nos comunicar a vontade de Deus (Isaías 30:21), não podemos confiar “cegamente” naquilo que pensamos ou sentimos (Jeremias 17:5).

Nesse caso, você e eu precisamos fazer duas coisas:

a) Confiar mais em Deus – que afirma ouvir e atender (no tempo certo) nossas orações (ver Mateus 7:7-11) – do que em nossos sentimentos. É bom confrontar os pensamentos negativos com 1 João 3:19, 20 e decidirmos crer mais na Revelação Escrita do que em nós mesmos!

b) Persistir na oração. Em Romanos 12:12 Deus recomenda que sejamos perseverantes e Jesus Cristo – a Segunda Pessoa da Divindade – até contou uma parábola sobre a importância de orarmos sem desanimarmos:

Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer: Havia em certa cidade um juiz que não temia a Deus, nem respeitava homem algum. Havia também, naquela mesma cidade, uma viúva que vinha ter com ele, dizendo: Julga a minha causa contra o meu adversário. Ele, por algum tempo, não a quis atender; mas, depois, disse consigo: Bem que eu não temo a Deus, nem respeito a homem algum; todavia, como esta viúva me importuna, julgarei a sua causa, para não suceder que, por fim, venha a molestar-me. Então, disse o Senhor: Considerai no que diz este juiz iníquo. Não fará Deus justiça aos seus escolhidos, que a ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los? Digo-vos que, depressa, lhes fará justiça. Contudo, quando vier o Filho do Homem, achará, porventura, fé na terra?” Lucas 18:1-8 (Grifo acrescentado).

Por isso, se sinta à vontade para continuar em suas orações.
Fale com Deus a respeito dessas dicas e verá o quanto Ele está interessado em cada palavra que você diz ou pensa.

Fonte: Na Mira da Verdade

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Meditações Diárias

17 de fevereiro Quinta


Transmitindo o Perdão


Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros. Efésios 4:32


Smuts van Royen, ex-professor da Andrews University, conta a história de um jovem paciente internado no Hospital de Loma Linda que solicitou a visita de um pastor. Assim que o pastor entrou no apartamento, o rapaz falou: “Desculpe, foi um equívoco da minha parte. Por favor, saia do meu apartamento. O senhor não pode me ajudar.” O pastor disse: “Recebi seu telefonema. Vim de longe para atendê-lo. Diga-me, em que posso ajudar?” “Pastor, fui longe demais. Cometi o pecado imperdoável. Tudo o que o senhor disser vai ser irrelevante. Muito obrigado por ter vindo. O senhor pode sair.”


O rapaz havia combatido na guerra do Vietnã e tinha perdido parte do braço. O pastor insistiu para que ele contasse sua história.


“Pastor, fui aluno de um dos nossos colégios, mas veio a época em que fiquei cansado de tudo. Larguei o colégio, a namorada e me afastei de Deus. Logo depois me inscrevi no serviço militar. Colocaram-me no treinamento básico e, para minha surpresa, descobri que tinha a capacidade natural de atirar com precisão.


“Quando terminou aquela fase de treinamento, fui indicado para o grupo dos ‘boinas verdes’. Enviaram-me para o Vietnã. No dia seguinte ao da minha chegada, me deram um fuzil com mira telescópica, levaram-me de helicóptero até um ponto estratégico. Ali subi numa árvore e fiquei à espera de que alguém aparecesse no caminho. Então, escutei uma voz que dizia: ‘Sam, o que é que você está fazendo aqui?’ Lembrei-me da Escola Sabatina das crianças, do coral. Nisso apareceu alguém. Apontei o fuzil e atirei. Voltei arrasado para o acampamento, mas o pessoal falou que dentro de alguns dias tudo seria natural. Matei muitos de maneira fria e calculista. Será que Deus vai me perdoar?”


O pastor leu Isaías 1:18: “Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve.”


Seis semanas se passaram sem que houvesse melhora em seu sentimento de culpa, até que um dia, ao entrar no quarto do rapaz, o pastor percebeu um brilho em seu rosto.


“O que aconteceu?”, perguntou o pastor. “O senhor não vai acreditar! Ontem, quando o senhor estava sentado perto de mim, olhei nos seus olhos e vi que o senhor tinha me perdoado. Aí eu disse: ‘Senhor, se o pastor como homem me perdoa pelo que fiz, Tu também vais ser tão bondoso como ele!’”


O que as pessoas que erraram estão vendo em nossos olhos? Compreensão, compaixão, alívio para as feridas?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Meditações Diárias

16 de fevereiro Quarta


Reconciliação e Perdão


Façam todo o possível para viver em paz com todos. Romanos 12:18


Em seu livro A Arte de Perdoar (p. 27), Lewis Smedes apresenta a diferença entre perdão e reconciliação: “É necessário uma pessoa para perdoar. São necessárias duas para a reconciliação. O perdão acontece na pessoa que foi ferida. A reconciliação acontece no relacionamento entre as pessoas. Podemos perdoar alguém mesmo que ele nunca diga ‘sinto muito’. Não podemos nos reconciliar verdadeiramente, a menos que a pessoa sinta pelo que fez.”


O ideal é que o perdão leve à reconciliação, e como o próprio nome sugere, que retorne a harmonia que havia antes. Podemos dizer que a reconciliação é o perdão trabalhado dos dois lados. Ela se faz necessária quando a paz foi quebrada e uma semente de hostilidade foi plantada.


Como é que vou estar em paz com Deus se ainda alimento raiva contra um irmão? Como vou estar alegre se ainda há um resto de ódio em meu coração contra alguém? Como vou ficar cheio do Espírito se ainda me sinto ofendido pelo que meu irmão falou de mim?


Um conselho prático de Jesus em relação à reconciliação foi: “Vá primeiro reconciliar-se com seu irmão” (Mt 5:24). Paulo, fazendo eco a essas palavras, disse: “Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha” (Ef 4:26). Quer dizer, mesmo que você seja a parte inocente, procure o ofensor. Não deixe a adrenalina subir. Não permita que a imaginação fique a ensaiar frases, imaginando como “dar o troco”. Isso levará a uma progressão de raiva, tornando difícil o entendimento e a reconciliação. É preciso nos prevenir para que pequenas ofensas não nos atrapalhem e cresçam, à medida que o tempo passa.


Por outro lado, não sejamos utópicos, dizendo: “Vai dar tudo certo”, “Vai ser fácil”, “Vai ficar melhor do que antes.”


Para que a reconciliação aconteça, é necessário que a confiança seja reconstruída. Tenho que abrir meu coração e me tornar acessível para a pessoa com quem desejo me reconciliar, mesmo que ela não peça perdão. Nesse caso, temos que nos contentar com menos.


O perdão precisa estar presente antes que o ofensor se aproxime. Ao perdoar, removemos obstáculos; derrubamos o muro que nos separava.


Temos duas escolhas: perdoar ou abrigar amargura no coração. “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo” (Ef 4:32).

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Meditações Diárias

15 de fevereiro Terça


Escolha o Perdão


Estejam prontos a perdoar os outros como Deus os perdoou por causa de Cristo. Efésios 4:32, Phillips


Em 1944, os nazistas tomaram como prisioneiro um promissor jovem arquiteto chamado Simon Wiesenthal. Ele presenciou como os soldados nazistas raptaram sua mãe e assassinaram sua avó em casa. Ao todo, 89 parentes dele morreram nas mãos dos nazistas.


Ele estava no campo de concentração em Maunthasen, Áustria, fazendo o trabalho de limpeza no hospital improvisado, quando um dia um soldado nazista, já moribundo, pediu para falar com um judeu.


No fim da tarde, uma enfermeira perguntou para Wiesenthal: “O senhor é judeu?” “Sim”, respondeu ele. “Acompanhe-me”, disse ela.


Assustado, ele a acompanhou até uma sala escura e úmida. Ali estava um soldado nazista que mais lembrava uma múmia, cheio de bandagens, mostrando apenas o nariz e as orelhas. A enfermeira os deixou a sós. O soldado então agarrou o pulso de Wiesenthal e sussurrou: “Meu nome é Karl.” E contou como em retaliação pela morte de 30 soldados nazistas numa mina enterrada, sua unidade juntara 300 judeus em uma casa de três andares na cidade de Dnopropetrovsk, Ucrânia, derramou gasolina e ateou fogo. Os soldados de Karl cercavam a casa e atiravam nos judeus que saltavam pela janela para escapar das chamas.


“Foi horrível”, disse Karl. “Eu vi um homem com uma criança nos braços; suas roupas estavam em chamas. Ao seu lado, sem dúvida, estava a mãe da criança. Ele pulou pela janela com o filho. Em seguida, pulou a mãe. De outras janelas, corpos em chamas caíam e nós atirávamos neles.”


Karl explicou por que havia solicitado a visita. “Eu sei que o que vou pedir é muito para você. Mas sem sua resposta eu não posso morrer em paz.”


Então o soldado perguntou: “O senhor me perdoa pelo que eu fiz?”


Wiesenthal permaneceu silencioso e se retirou da sala sem dizer uma palavra. Anos depois, ao escrever seu livro O Girassol, colocou no fim dele uma pergunta: “Você que acabou de ler este episódio, coloque-se em meu lugar: O que você teria feito?”


Perdoar é uma decisão dolorosa e difícil. Quanto mais profundas são as feridas, mais tempo necessitam para sarar. Mas não perdoar amarra você ao passado. Por isso, a melhor escolha – em primeiro lugar, para seu bem, e depois para o bem do culpado – é perdoar. Nesse processo, somente a intervenção da graça de Deus dará palavras apropriadas ao ofensor e coração terno ao ofendido.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Meditações Diárias

14 de fevereiro Segunda


A Descoberta do Perdão


Tu és um Deus perdoador, um Deus bondoso e misericordioso, muito paciente e cheio de amor. Neemias 9:17


Algumas vezes, no início de um de meus sermões sobre o perdão, a fim de estimular a mente e proporcionar um momento de reflexão no auditório, faço a seguinte declaração, pedindo que respondam se é falso ou verdadeiro: “O perdão de Deus existe antes de eu pedir perdão.” Como ninguém quer se expor, as reações são lentas e se dividem entre falso e verdadeiro.
Vamos pensar um pouco na reação do pai do filho pródigo: Em que momento começou a existir perdão no coração desse pai? Quando viu que o filho estava se aproximando com andar vacilante? Depois de o filho confessar? Ou o perdão já estava antes no coração do pai?
Há muitos que pensam que Deus precisa ser convencido de que deve nos perdoar. E imaginam que Ele quer que Suas criaturas se apaguem, se anulem, mendiguem o perdão. Que rastejem no pó antes de ser perdoadas.
Para surpresa do filho, o pai correu ao seu encontro. Chegou até a interromper o discurso que o filho tinha ensaiado para pedir readmissão no convívio da família.
O pai não jogou na cara do filho tudo o que ele havia feito. Nem perguntou onde havia estado. Não ficou resmungando nem tagarelando, dizendo: “Olha, eu avisei! Bem feito! Vê se aprende e se não faz de novo! Agora pode ir, está perdoado!”
Não houve nada disso. Não houve repreensão nas palavras do pai. Nenhuma afirmação de que ele continuava sendo a autoridade e tinha algo para ensinar ao filho.
Note, não era o pai que estava mudando a opinião em relação ao filho, mas o filho em relação ao pai. Ele descobriu que o pai sempre estivera esperando por ele e que nunca deixara de amá-lo. E o havia recebido não para repreender, mas para restaurar; não para punir, mas para fechar a ferida e refazer o relacionamento. Até deu uma festa para comemorar seu regresso!
Assim, a declaração é verdadeira: o perdão de Deus existe antes que peçamos perdão. É essa certeza que leva aqueles que erraram a se aproximar com mais ousadia; e se aproximar na confiança de que serão recebidos.
Perdão conquistado ou que você ganha deixa de ser perdão. O perdão de Deus é livre, gratuito, sem pendências, porque alguém já pagou antecipadamente por esse perdão.
Não espere uma ocasião especial nem uma emoção maior. Ele está à sua espera. Deus não muda. O perdão já é seu.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Meditações Diárias

13 de fevereiro Domingo


Deus é Fiel


Todavia, como Deus é fiel, nossa mensagem a vocês não é “sim” e “não”, [...] nEle sempre houve “sim”. 2 Coríntios 1:18, 19


Entre as várias características mais marcantes desta geração, uma é mencionada repetidamente pelos sociólogos: a de se tratar de uma geração que não se compromete. Há uma fuga de lealdade e compromisso. Homens e mulheres se encontram por uma noite e nada mais. Outros chegam a viver juntos e até dividir as despesas, mas sem compromisso. Esposos e esposas trocam parceiros. Patrões se desfazem de empregados. Atletas e jogadores mudam de time. Para não falar em fidelidade dentro da classe política, onde se diz que “a coisa mais permanente é a mudança”.


A fidelidade é importante em qualquer relacionamento. Uma pesquisa feita entre namorados e noivos indica que é a qualidade indispensável no relacionamento.


No momento em que noivo e noiva estão no altar, a aliança é símbolo de uma promessa permanente. Ao surgirem problemas, em lugar de pensar em sair do relacionamento, devem dizer: “Por que não lutamos para que o relacionamento que era bom volte a ser bom novamente? Podemos acreditar que um erro ou fracasso no começo não significa que tudo vai continuar dando errado.”


A fidelidade de Deus num mundo de incertezas, com muitas placas indicativas e nenhuma direção, é um dos Seus atributos que enche de tranquilidade o coração de Seus filhos. Quando aqueles com quem você contava de verdade “caíram fora” no momento em que mais precisava de apoio e companhia; quando no meio da noite você acorda e se sente muito só, a figura de um Deus fiel é reconfortante e alentadora.


Deus é fiel em Suas promessas: “Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mt 28:20). Deus é fiel em Sua esfera da graça: “Minha graça é suficiente para você” (2Co 12:9).


“Apeguemo-nos com firmeza à esperança que professamos, pois aquele que prometeu é fiel” (Hb 10:23). “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre” (Hb 13:8). “As Suas misericórdias são inesgotáveis. Renovam-se cada manhã; grande é a Sua fidelidade!” (Lm 3:22, 23). Como na canção “Ele é Fiel”:


“Em momentos de dor e através das lágrimas / Há um Deus que é fiel a mim. / Quando a força se vai e canção já não há, / Seu amor é fiel a mim. / Suas promessas está a cumprir, / O que era impossível meu Deus fez por mim...” (Letra e música de Carol Cymbala, versão Ereli Prates).

Meditações Diárias

12 de fevereiro Sábado


Firmes na Esperança


Aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. Tito 2:13


Destruição, angústia, trevas, relâmpagos, trovões, terremotos, tsunamis. Você aguardaria com feliz expectativa um tempo assim? Falamos da volta de Jesus como a grande esperança, e assim deve ser.


No início de meu ministério, eu achava prioritário estudar semanalmente a Bíblia com aqueles que visitavam a igreja. Chegamos com um casal ao estudo sobre a volta de Jesus. Quis passar para eles mais do que eles podiam absorver. Disse que a natureza ia entrar em convulsão, o céu ia se rasgar como um pergaminho, haveria terremotos, etc. Naquele momento, percebi que o homem começou a tremer na cadeira. Procurei acalmá-lo, dizendo que estávamos nos preparando para aquele dia e não precisávamos temer. Dali em diante, fui mais cuidadoso ao apresentar o assunto tanto àqueles com quem estudava a Bíblia, quanto na igreja.


Um item frequentemente repetido quando se fala da volta de Jesus é a grande manifestação de poder que será presenciada naquele dia. Pedro mesmo diz que “naquele dia os céus serão desfeitos pelo fogo, e os elementos se derreterão pelo calor”. Será que vai haver shows pirotécnicos como as cascatas de fogos de artifício na passagem de ano? Que energia é essa que vai ser liberada e desfazer os elementos? Será que Deus vai fazer detonar ao mesmo tempo todos os arsenais do planeta; todas as usinas atômicas do mundo?


O apóstolo nos leva para além dessa ideia. Ele diz: “Todavia, de acordo com a Sua promessa, esperamos novos céus e nova Terra, onde habita a justiça” (2Pe 3:13).


Em 9 de março de 1979, nove satélites espalhados em vários pontos do sistema planetário registraram simultaneamente um evento singular. Na verdade, foi a maior explosão de energia já verificada. O astrofísico Doyle Evans disse que a energia liberada foi 100 bilhões de vezes maior que a emissão de energia do Sol. Se tal explosão de raios gama houvesse ocorrido na Via Láctea, teria incendiado toda a nossa atmosfera.


Temos que nos apresentar naquele dia como os remidos, que dirão: “Este é o nosso Deus; nós confiamos nEle, e Ele nos salvou. Este é o Senhor, nós confiamos nEle; exultemos e alegremo-nos, pois Ele nos salvou” (Is 25:9).


Na graça, não há medo nem temor, apenas boas-vindas. “Venham, benditos de Meu Pai! Recebam como herança o reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo” (Mt 25:34).

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Meditações Diárias

5 de fevereiro Sábado


Experimentar a Palavra de Deus


Achadas as Tuas palavras, logo as comi; as Tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração. Jeremias 15:16, ARA


Há muitos anos, o príncipe de Granada e herdeiro da coroa da Espanha foi colocado em confinamento numa antiga prisão chamada “Praça da Caveira”. Deram-lhe apenas um livro: a Bíblia. Depois de 33 anos de prisão, ele faleceu.


Ao visitarem a cela onde ele estivera por tanto tempo, encontraram algumas anotações nas paredes. Aqui estão algumas: o Salmo 118:8 é o verso central da Bíblia; Esdras 7:21 contém todas as letras do alfabeto, exceto a letra J [na língua dele e na versão que ele usava]; não encontramos na Bíblia nenhuma palavra com mais de seis sílabas.


O príncipe aprendeu fatos bíblicos, mas aparentemente nada mais significativo ou inspirador para sua vida ou a de outros.


Ao nos aproximarmos da Bíblia, podemos ser beneficiados com sua leitura, fazendo duas perguntas simples: (1) O que isso significa? (2) Como posso viver isso?” Na primeira pergunta, vemos a Bíblia como livro de estudo. Na segunda, como livro devocional.


Para responder à primeira pergunta, temos que ler, comparar versões, ter dicionários e comentários para ajudar na pesquisa. É bom para exercitar a mente. Mark Twain dizia: “Muitas pessoas se incomodam com aquelas passagens das Escrituras que não entendem, mas para mim são justamente as passagens que eu entendo, as que me incomodam.”


A resposta à segunda pergunta leva mais tempo para ser encontrada. Requer disciplina e entrega. Sinto que o texto lido tem que ver comigo e foi escrito para mim. Pergunto-me também: Preciso imitar alguém? Diante do que li, devo assumir algum compromisso ou realizar alguma mudança? Há alguma promessa para mim?


É nesses momentos devocionais que as palavras de Deus nos trazem conforto, inspiração e ânimo. Estamos vivendo num tempo curioso. Nunca foram vendidas tantas Bíblias como no presente. Podemos encontrar Bíblias em diferentes traduções, com diferentes capas, para ler de perto e de longe. Foram feitas edições especiais para mulheres, universitários, jovens, desbravadores, etc., na esperança de incentivar a leitura. Mas nem por isso estamos lendo mais. Nossos encontros com ela são apressados, encaixados na agenda lotada. Devemos lembrar que são esses momentos que vão nutrir a vida espiritual e fortalecer a fé. Do contrário, vamos sofrer de “anorexia bíblica” por apenas mordiscar a Palavra.


Imitemos o profeta: “Achadas as Tuas palavras, logo as comi; as Tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração”.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Meditações Diárias

4 de fevereiro Sexta


Fãs ou Seguidores de Jesus


Nem todo aquele que Me diz: “Senhor, Senhor”, entrará no reino dos Céus. Mateus 7:21


Você já deve ter escutado esta história várias vezes. Vou repeti-la como técnica de reforço. É a história de Charles Blondin, famoso equilibrista francês. Quando visitou os Estados Unidos, ficou fascinado com as cataratas do Niágara. Decidiu atravessá-las equilibrando-se em um cabo de aço. Extensão da travessia: 330 metros. Altura: 220 metros.


Cem mil pessoas se reuniram para ver a façanha. Era um negócio de vida ou morte. Não havia rede de segurança. Blondin atravessou a primeira vez. Na segunda vez, tirou fotografia das pessoas. Numa outra vez, levou uma cadeira e ficou em pé nela. Em outra, preparou um omelete. E então atravessou com um carrinho de mão. Foi aí que se aproximou da multidão e perguntou: “Vocês acreditam que eu consigo atravessar?” Claro, todos acreditavam. “Quem quer entrar no carrinho?”, perguntou Blondin. Fez-se grande silêncio. Então, um homem, Harry Colcord, que conhecia Blondin e tinha trabalhado com ele, e o havia visto atravessar cem vezes, entrou no carrinho de mão e foram para o outro lado. Blondin tinha milhares de fãs, mas apenas um seguidor.


Estrelas da TV e do cinema, jogadores e heróis têm seus fãs. Às vezes, esses fãs assistem ao espetáculo em que seus ídolos se apresentam. Fora isso, nenhum compromisso.


Conhecemos pessoas que são fãs de Jesus, mas nunca elevam seu nível de compromisso com Ele. Permanecem apenas como fãs. Há muitos que visitam nossas igrejas e ficam maravilhados, se desdobram em elogios. “Que ensinamentos bonitos vocês têm! Como seria se mais gente soubesse disso! Que música inspiradora! Senti-me perto do céu!” “Os anjos estavam cantando com vocês!” Outros dizem: “Gente, era isso que eu estava precisando. Eu quero conhecer mais.” Mas, na hora de decidir, deixar de ser fã para se tornar seguidor, colocar-se ao lado de Deus, vacilam.


Lembro-me de quando era pastor da Igreja Adventista Central de Brasília e comecei uma série de estudos bíblicos com uma senhora. Ela recebia como se fosse novidade tudo que eu lhe mostrava na Bíblia. Ao estudarmos sobre a volta de Jesus, percebi a inquietação dela. No fim do estudo, ela disse: “Infelizmente, não vai dar para continuar. Para aceitar isso vou ter que renunciar a muita coisa. E, por enquanto, não estou disposta.”


Fãs ou seguidores de Jesus? Ele disse: “Se alguém quiser acompanhar-Me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-Me” (Lc 9:23).

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Meditações Diárias

3 de fevereiro Quinta


A Alegria de Jesus


Tenho-lhes dito estas palavras para que a Minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa. João 15:11


A maioria das figuras e imagens que retratam Jesus mostram-nO em Suas ultimas três horas de vida. Rosto sangrento, pálido e cheio de sofrimento. Outras figuras O mostram como alguém sério e circunspecto. Se você pensa em Jesus como alguém sempre franzindo a testa, suspirando de indignação, uma pessoa severa, está longe da verdade.


Felizmente, de algum tempo para cá, apareceu aquilo que tinha sido considerado quase como um sacrilégio: Jesus sorridente, bronzeado, cheio de vida. Um Redentor com leveza no andar e simpatia no olhar. Mesmo que ninguém tenha registrado que Ele sorriu, não tenho dúvida de que havia em Seu rosto um cordial sorriso franco, cheio de sinceridade.


Isso mesmo! O Homem que veio nos salvar irradiava alegria por onde quer que andasse. Se Seu semblante fosse o de uma pessoa sisuda, não teria atraído para Si as multidões como o fez. Marcos afirma em seu Evangelho que “a grande multidão O ouvia com prazer” (Mc 12:37). Era bem diferente do semblante carregado dos dirigentes religiosos da época.


Ele foi o verdadeiro agente da alegria. Na parábola dos perdidos e achados, houve alegria. No leproso que voltou para agradecer; no cego que voltou a ver; no paralítico que andou; no surdo que ouviu, em todas essas ocasiões e pessoas houve alegria. Ela também existiu quando Ele alimentou a multidão, recebeu as crianças e acalmou a tempestade. E que imensa alegria deve ter havido na manhã da ressurreição, quando Ele falou para as mulheres “Salve!” (Mt 28:9). Foi como se estivesse dizendo: “Alegrem-se!”


A alegria que Ele dá é muito mais duradoura do que a hilaridade e o burburinho efervescente que terminam depois de uma festa. No pacote da graça, está incluída a alegria e Deus nos dá essa alegria todos os dias: nas gargalhadas de um bebê, no seu sorrisinho quando está dormindo, no canto do pássaro, no orvalho da manhã, no alarido das crianças, no brilho do céu, na formatura dos filhos, quando os noivos dizem “sim” no altar...


Por que não decidir ter hoje um dia com aquele sentimento de paz, bem-estar e alegria que só Jesus sabe dar?


“A alegria é a bandeira desfraldada no castelo do meu coração, pois o Rei está hospedado nEle” (autor desconhecido).

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Meditações Diárias

2 de fevereiro Quarta


A Lei de Deus no Coração


“Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias”, declara o Senhor. “Porei Minhas leis em sua mente e as escreverei em seu coração.” Hebreus 8:10


Se você estivesse ali, no Sinai, no dia em que a lei de Deus foi concedida, e tivesse escutado tudo o que Ele falou, como você interpretaria o que Deus estava dizendo aos israelitas?


Como Eu o libertei do Egito, você deve fazer exatamente o que Eu estou pedindo. Eu o libertei. Você é livre agora para viver uma vida nova. Aqui está uma lista do que você tem de fazer para comprar sua liberdade.


Seria bom darmos uma olhada no que Deus tinha em mente ao conceder a lei. Os Dez Mandamentos não começam com uma ordem, mas com uma declaração. Antes de dar a lei, Deus disse a Moisés: “Quero que você lhes diga quem sou Eu e o que fiz por eles.”


Antes de qualquer palavra ou ação, Ele Se identificou: “Eu sou o Senhor, o seu Deus, que os tirou da terra da escravidão. Eu fiz por vocês aquilo que não podiam fazer por si mesmos. Assim que, de agora em diante, quero um relacionamento no qual vocês estejam livres da opressão, da escravidão, das coisas que os amarravam.”


Deus estava lembrando não apenas que os tinha criado, mas que os havia redimido. Seu ato de redenção e libertação veio antes da lei. Ele queria lembrar aos israelitas que era um Deus de graça e de amor, que eles não tinham mérito nenhum para que Deus fizesse aquilo por eles. A libertação não foi um prêmio pelo bom comportamento deles. A obediência deveria mostrar gratidão pela liberdade que tinham recebido.


Não gostamos de regulamentos e faixas amarelas restringindo nosso espaço. Não apreciamos leis e restrições quando elas contrariam nossos gostos e caprichos. Queremos espaço, liberdade. Não gostamos de ouvir um “não” para aquilo que temos vontade de fazer.


Por que não podemos ver a lei de Deus não como restrição, mas como um dom da graça de Deus? A graça é o contexto em que a lei foi dada.


“Toda verdadeira obediência vem do coração. Deste procedia também a de Cristo. E se consentirmos, Ele de tal maneira Se identificará com nossos pensamentos e ideais, dirigirá nosso coração e mente em tanta conformidade com Seu querer, que, obedecendo-Lhe, não estaremos senão seguindo nossos próprios impulsos. [...] Quando conhecermos Deus como nos é dado o privilégio de O conhecer, nossa vida será de contínua obediência” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 668).

Meditações Diárias

1º de fevereiroTerça


Adotados Pela Graça


Vocês não receberam um espírito que os escravize para novamente temerem, mas receberam o Espírito que os adota como filhos, por meio do qual clamamos: “Aba, Pai”. Romanos 8:15


A vida pastoral tem momentos ricos e inesquecíveis. O pastor acompanha de perto sonhos e problemas dos membros da igreja.


Enquanto eu era pastor na Igreja Adventista Central Paulistana, acompanhei a história de um casal que descobriu que não podia ter filhos. Decidiram adotar uma criança e se cadastraram em uma cidade do Paraná. Como a criança estava demorando a aparecer, também preencheram cadastro em outra cidade. O que aconteceu? No mesmo dia, nasceram as duas crianças! O que fazer? Com qual das duas ficar? Corajosamente, decidiram adotar as duas.


Quase um mês depois, fui visitar o casal com seus dois filhinhos. Não vou esquecer o momento em que a mãe trouxe o bebê que estava acordado, e, segurando-o cuidadosamente nos braços, disse: “Olha só, filhinho! O pastor veio visitar a gente!”


Eu dizia comigo mesmo: “Mas o bebê acaba de ser adotado! Como é que dentro de tão pouco tempo se desenvolveu amor tão grande e um vínculo afetivo tão forte assim?” Estava nos braços da mulher alguém que não tinha nascido dela, mas ela o apresentava orgulhosamente como filho. Quantas histórias bonitas e quantas fotografias mostram a felicidade dos pais com seus filhos adotivos.


No tempo em que Paulo escreveu o texto de hoje, as leis romanas já permitiam a adoção. Na maior parte dos casos, tratava-se da adoção de escravos já em maioridade, que eram comprados para ser libertos. Outros, em situação bem diferente, eram levados para a casa da pessoa que os havia libertado para ser recebidos como filhos, como membros da família.


A adoção é uma das ilustrações que Deus usa para mostrar o relacionamento que Ele quer ter conosco. Quando aceitamos Cristo como nosso Salvador, somos adotados como Seus filhos e começamos vida nova. Temos direito a uma nova posição: não mais a de servo, nem escravo, mas de filhos e filhas.


“Aos que O receberam, aos que creram em Seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (Jo 1:12).


E quanto à participação na herança futura, somos co-herdeiros juntamente com Cristo, pois o mesmo apóstolo diz: “Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele, pois O veremos como Ele é” (1Jo 3:2).

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Meditações Diárias

31 de janeiro Segunda


Um Lugar no Coração


Respondeu Jesus: “Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento.” Mateus 22:37


Eventualmente, você vê notícias de que algum fabricante de automóveis, brinquedos ou remédios está fazendo um recall, isto é, chamando de volta o consumidor, ou recolhendo o produto que está com defeito. A solicitação é para que todo um lote de produtos, especialmente com problemas de segurança, seja trazido de volta ao fabricante.


Alguém imaginou o seguinte recall feito por Deus: “O Criador de todos os seres humanos está chamando de volta todas as unidades manufaturadas, independentemente de seu ano de fabricação, devido a um sério defeito em seu componente central, o coração. Isso se deve ao mau funcionamento das unidades básicas, Adão e Eva, resultando na reprodução do mesmo defeito nos produtos subsequentes.”


É verdade! Precisamos ser levados de volta a Deus a fim de que Ele conserte, mude e renove nosso coração. O sábio já dizia: “Acima de tudo, guarde o seu coração pois dele depende toda a sua vida” (Pv 4:23).


Esse conceito de “coração” é usado centenas de vezes na Bíblia. Na maioria das vezes, não está se referindo ao órgão que bombeia o sangue em nossas veias, mas à nossa mente, nossa vontade, nossas emoções e nossa personalidade. A Bíblia fala do coração como o centro das nossas afeições, da origem dos nossos desejos e da nossa imaginação. É ali que fazemos nossas escolhas. Onde dizemos “sim” e “não”; “quero muito” ou “não me interessa”; concordamos ou discordamos. “Guardei no coração a Tua palavra para não pecar contra Ti” (Sl 119:11). “Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne” (Ez 36:26). “Ame o Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração” (Lc 10:27).


Para mudar o coração para melhor, não é necessária apenas uma cirurgia de ponte safena. Temos que fazer um transplante de coração, se quisermos que uma mudança real tome lugar em nossa vida.


Nossas palavras podem ser: “Senhor, toma meu coração, pois não o posso dar. É Tua propriedade. Conserva-o puro; pois não posso conservá-lo para Ti. Salva-me a despeito de mim mesmo, tão fraco e dessemelhante de Cristo. Molda-me, forma-me e eleva-me a uma atmosfera pura e santa, onde a rica corrente de Teu amor possa fluir por minha alma” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 159).

Meditações Diárias

30 de janeiro Domingo


Da Morte Para a Vida


Sopre dentro desses mortos, para que vivam. Ezequiel 37:9


De vez em quando, a mídia veicula, em seus noticiários, imagens e textos chocantes e deprimentes. Crianças famintas estendendo a mão, pessoas feridas, vítimas de um atentado terrorista ou a destruição causada por uma enchente arrasadora. A Bíblia mostra, no livro de Ezequiel, uma cena funesta, digna da Divina Comédia e que deixaria longe qualquer Thriller. Era um vale coberto de ossos. A visão dada ao profeta não visava a salientar a impossibilidade do homem, mas trazer uma mensagem de esperança para mostrar o que Deus pode fazer com algo que achamos impossível.


Em visão, o profeta foi levado uma e outra vez a esse vale de ossos. Não era uma visita relâmpago; era seu próximo e inesperado campo de trabalho. Quem gostaria de trabalhar num lugar assim? Claro que preferiríamos a montanha e não o vale; pessoas vivas, não ossos secos.


O que também impressionou o profeta foi a quantidade de ossos e a aparência que tinham. Veio à mente do profeta a pergunta, feita pelo próprio Deus: “Como voltarão a viver?” E “se é para acontecer, somente com uma grande manifestação de poder”.


“Ossos, ouvi a palavra do Senhor!” Que auditório reverente! Mas sem vida...


Você já pregou em algum lugar em que há pessoas com aquele olhar vidrado, como se fossem mortos? Frias, não o acompanham, sem reação nenhuma.


Aquele vale de ossos era pior do que isso; no entanto, se tornaria o cenário de demonstração do poder de Deus. O profeta diz que, enquanto estava falando, houve um barulho... e os ossos se juntaram, osso com osso. “Olhei, e eis que havia tendões sobre eles, e cresceram as carnes, e se estendeu a pele sobre eles; mas não havia neles o espírito” (Ez 37:8, ARA).


Se estivesse ali, você veria aquele espetáculo como se fosse uma multidão de múmias, “Frankensteins”, num lugar só. Uma multidão sem vida. Para essa multidão era realmente necessário muito, muito poder. Deus disse: “Porei o Meu Espírito em vocês e vocês viverão” (Ez 37:14).


Sopro é sinônimo de vida. O vento é o ar em movimento. O Espírito é como o sopro, é comunicação de vida sobrenatural. Deus deseja encher nossa vida de cor, renovar nossa esperança e restaurar nossos sonhos. Ele quer encher-nos do Seu Espírito. Por isso, Senhor, sopra em mim hoje!

Meditações Diárias

29 de janeiro Sábado


Deus Aguarda Nossa Adoração


Venham! Adoremos prostrados e ajoelhados diante do Senhor, o nosso Criador; pois Ele é o nosso Deus, e nós somos o povo do Seu pastoreio, o rebanho que Ele conduz. Salmo 95:6, 7


“Como é que foi o voo?” Fazemos essa pergunta quando vamos recepcionar alguém no aeroporto, como ponto inicial de conversa. A resposta que recebemos é: “Tranquilo! Bem! Normal!” Ninguém faz questão de ter passado por um voo turbulento, com sacudidas que nos enchem de susto, só para ter o que contar depois.


O autor Max Lucado escreve: “As pessoas no avião e as pessoas nos bancos da igreja têm bastante em comum. Foi bom, costumamos dizer.”


Quando se trata da igreja, você aguarda com alegre expectativa a oportunidade de assistir aos cultos? Será que podemos afirmar juntamente com Davi: “Alegrei-me com os que me disseram: ‘Vamos à casa do Senhor’” (Sl 122:1)?


Quando falamos em adoração, diferentes coisas vêm à nossa mente. Podemos pensar em uma família reunida na hora do culto familiar. Imaginamos um ambiente agradável, com sons de órgão de tubos, vitrais nas janelas. Ou um grupo de jovens cantando “O Poder do Amor” ao redor da fogueira. E mesmo que haja muitas coisas que chamem minha atenção: a decoração, a música e os músicos, Deus é que será o objeto central da minha adoração.


Quando pensamos em adoração, temos em mente uma experiência de elevar nosso coração a Deus e sentir Sua presença. Nosso coração será tomado de um sentimento de gratidão ao meditar sobre quem é Deus, tudo o que faz por nós e o quanto nos ama.
Há satisfação pelo fato de ter assistido aos cultos? Ao voltar para casa, podemos dizer que realmente estivemos na presença de Deus?


Para nós que estamos vivendo no fim de todas as coisas, a Bíblia nos lembra da importância de reunir-nos em culto para adoração: “Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas procuremos encorajar-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veem que se aproxima o Dia” (Hb 10:25).


Seria bom perguntar: Que tipo de adoradores vamos ser no próximo fim de semana? Nossa adoração deve revelar a grandeza de Deus e o nosso coração estar cheio de louvor por todas as bondades que Ele nos dá.

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28 de janeiro Sexta


Descanso e Renovação


Jesus lhes disse: “Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco”. Marcos 6:31


Mesmo consciente do peso do trabalho que repousava sobre Seus ombros, Jesus ocasionalmente Se ausentava com Seus discípulos do lugar em que estavam trabalhando para um retiro e uma quebra no ritmo das atividades. Dava a Si mesmo um descanso para estar com esse grupo especial que O acompanhava, e, como era tradicional na cultura judaica, tomar refeições com calma, recheadas com muita conversa. Queria estabelecer uma regra de equilíbrio entre tempo para os outros e tempo para Si mesmo.


E qual era o resultado? Desses momentos de retiro, o grupo voltava com pilha nova e bateria recarregada para seguir o trabalho. “Entre o vaivém da multidão [...], aquele que é assim refrigerado será circundado de uma atmosfera de luz e de paz. Receberá nova dotação de resistência física e mental. Sua vida exalará uma fragrância e revelará um poder divino que tocarão o coração dos homens” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 58).


Não apenas nesses períodos ocasionais de retiro, mas também em nosso descanso diário podemos renovar nossa energia física e mental.
Os estudiosos do comportamento humano dizem que antes da invenção da luz elétrica, a maioria das pessoas dormia dez horas por noite. Hoje, a média está em sete horas e meia. Você pode ficar com Einstein que dormia nove horas por noite, ou com Thomas Edson que dormia entre quatro a cinco horas. Essas naturalmente são as exceções, não a regra.


Nós começamos o dia com uma lista interminável de tarefas, cada uma puxando para diferentes direções. Se pudéssemos, encolheríamos cada uma delas para que possam caber dentro do tempo que temos disponível. Isso sem contar os muitos prazos para serem cumpridos, chamadas telefônicas para retornar, etc. Deus, que é o autor do tempo, sabe muito bem que vamos ser dominados por ele se não planejarmos à Sua maneira. Ellen White deixou o seguinte conselho: “Não é sábio estar sempre sob a tensão do trabalho ou agitação, mesmo no ministrar às necessidades espirituais dos homens. [...] Não tenteis amontoar num dia o trabalho de dois. Afinal, verificar-se-á que os que trabalham cuidadosa e sabiamente terão realizado tanto como os que expõem de tal modo sua resistência física e mental, que não possuem mais reservas de onde tirar no momento necessário” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 243, 244).


Certamente, esse é um bom conselho a ser seguido!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Meditações Diárias

27 de janeiro Quinta


Amigos Quebra-tetos


Vieram alguns homens trazendo um paralítico numa maca e tentaram fazê-lo entrar na casa, para colocá-lo diante de Jesus. Lucas 5:18


Ele pensava: “Quando eu tiver um corpo sadio, vou andar, correr e trabalhar. Quem sabe, vou me casar e brincar com meus filhos.” No entanto, até ali sua contribuição para a sociedade tinha sido zero. O que ele tinha era apenas uma maca de 2x1 e alguns amigos que lhe contavam as histórias que corriam sobre Jesus. A ideia deles era: “Nosso amigo tem que conhecer Jesus. Ele precisa de um milagre e mudança de vida. Temos que levar os dois a se encontrar.”


John Ortberg, no livro Somos Todos Normais?, chama esse grupo de quatro amigos de “Fraternidade da Maca”. Se não fosse esse grupo, o paralítico teria continuado no chão, sem poder demonstrar todo o seu potencial.


Às vezes, temos que dar um empurrão ou levar nossos amigos quase à força para fazer aquilo que é para o bem deles. A ideia desse grupo de amigos, então, era simplesmente levá-lo até Jesus.


Naquele dia, Jesus estava ensinando na casa de Pedro (cf. Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 267). A sala da casa estava cheia. Havia gente de pé, na janela e ao redor da casa. O que fazer com o homem que estava sendo levado na maca?


Os quatro amigos não eram o tipo de gente que desanima facilmente diante de um obstáculo. Não disseram: “Ihh... Tem muita gente. Não vai dar. Não vamos conseguir. Vamos tentar outra hora.” Nem disseram: “Vamos deixar o pessoal ir embora e depois com calma a gente faz tudo.” Você sabe como é. Alguns inventam desculpas para não participar, mas eles tomaram iniciativa de fazer o que fizeram naquele momento. Deixaram de lado a formalidade de entrar pela porta da frente, se esqueceram de que Jesus era o Rabi e quebraram o teto. Formaram o “grupo dos quebra-tetos” e desceram o amigo até a presença de Jesus.


Como seria bom se houvesse em colégios, comunidades e igrejas grupos de pessoas que se unissem para ajudar a quem precisa! Ajudar um estudante a pagar os estudos; ajudar um desempregado a conseguir emprego; doar uma cadeira de rodas para alguém; realizar melhorias num departamento da igreja ou o que quer que se configure como uma necessidade.


Não importa como os chamemos: “quebra-tetos”, “demolidores de telhados” ou “fraternidade da maca”, o mais importante e gostoso mesmo é reunir amigos e fazer alguma coisa.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Meditações Diárias

26 de janeiro Quarta


A Corrida Cristã


Livremo-nos de tudo o que nos atrapalha e do pecado que nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos é proposta. Hebreus 12:1


Até hoje se discute se Jim Peters, por ocasião dos jogos do Império Britânico realizados no Canadá, em 1954, realmente bateu o recorde de maratona. Peters entrou no estádio 15 minutos ou mais de cinco quilômetros antes do corredor que o seguia. Acontece que, logo que entrou no estádio, cambaleou e caiu. Levantou, deu um passo e caiu novamente. Levou 15 minutos para avançar os últimos cem metros. Continuou caindo antes de atravessar a linha final. Mas a linha final que ele ultrapassou era a linha errada, que estava sendo usada para outra competição. A linha de chegada da maratona estava mais adiante.


Na passagem do texto de hoje, a vida cristã não é comparada a uma corrida de velocidade, mas a uma maratona. Nas corridas de velocidade, você corre uma distância curta (100 m, 400 m, 800 m e 1.500 m) o mais rapidamente que puder, e a velocidade é o item decisivo. Mas, na maratona, a perseverança é decisiva.


Os maratonistas fazem seu treinamento por anos, seguindo prescrições quanto à dieta e ao descanso. Além disso, cuidam do kit da corrida, que deve conter roupa leve e tênis apropriados. E eles mencionam que há dois momentos decisivos na corrida: o primeiro é logo no início. A corrida começa, a multidão grita e, como você se sente bem, a tentação é correr mais rápido em menos tempo. Então, você gasta energia e pode não ter o suficiente para o restante da corrida. O segundo momento decisivo é na metade do trajeto. Você percebe que ainda tem que correr a mesma distância que já correu, mas está cansado. Chega um momento em que você está no fim da sua resistência e não tem certeza de que vai dar sequer um passo mais.


Outro item decisivo é o excesso de peso. Quando olhamos para os corredores, descobrimos que todos são magros e ágeis. O excesso de peso pode ser a diferença entre a derrota e a vitória.


Existem muitas coisas para nos desviar a atenção. Mas Jesus já marcou todo o trajeto com bandeiras. Cada trajeto é único, diferente.


O que os maratonistas mais desejam ver? A fita de chegada. Parece que essa visão lhes dá novo ânimo para a arrancada final, mesmo que estejam no fim das forças.


O cristão deve correr com os olhos postos em Jesus. É Ele que está na linha de chegada para dar um abraço nos vencedores.